
A Monumental Serenata é a abertura cerimonial da Queima das Fitas, o festival de finalistas centenário da Universidade do Porto. Precisamente à 00h01 de domingo, 3 de maio, os estudantes finalistas de todas as faculdades da universidade — envoltos nas suas tradicionais capas negras e segurando as fitas coloridas que marcam o seu curso — reúnem-se nos degraus da Praça do Marquês para cantar fado de Coimbra e as baladas académicas canónicas. O público ouve em silêncio; muitos veteranos regressam ano após ano só por este momento.
A Serenata é a noite mais introspectiva de uma semana que é, de outra forma, ruidosa. Onde o resto da Queima são desfiles, concertos e festas de estádio no Queimódromo, a Serenata é íntima — guitarras, vozes e uma multidão que sabe cada palavra. Os visitantes são bem-vindos e a praça enche cedo; chegar por volta das 23h é sensato se quiser ver alguma coisa. Traga um casaco leve; as noites de maio no Porto ainda são frescas.
A entrada é gratuita e não há bilheteira. A Praça do Marquês fica na linha amarela do metro D (estação Marquês) a cerca de dez minutos da Trindade, e as ruas circundantes enchem-se de estudantes a subir dos Aliados e da Baixa. A Serenata é transmitida em direto na RTP e pela Federação Académica do Porto, mas a atmosfera presencial — capas, fitas, silêncio — é a razão para estar lá.